Nomadismo e identidade judaica em primeiro podcast

Participam deste vídeo:
Joëlle Rouchou e Sami Douek
em 17 de fevereiro de 2021

NOMADISMO E IDENTIDADE JUDAICA EM EXÍLIO

Ouça o primeiro programa da nossa rádio na íntegra com Joëlle Rouchou e Sami Douek

EGITO E A CRISE DE SUEZ EM 1956


  1. Lembro que desde a minha infância, soube que pertencemos a um grupo distinto e que esta distinção esteve sempre relacionada com judeidade e orientalismo porém sem território definido. Você pode comentar?

    SD: O Egito da minha infância era hostil à supostos colonizadores e colonizados jamais tivemos (em casa) este sentimento de colonizador. A assimilação com a cultura árabe não estava relacionada ao governo ou então à monarquia que tinha mais valores estéticos do que políticos ou culturais. O rei playboy era uma figura digna de tabloide, e o governo Nasser uma liderança populista e aparentemente laica porém autoritária e ameaçadora no discurso. Creio que aprendemos muito com a cultura árabe, hoje aparentemente corrompida com uma vertente religiosa islâmica de além mar e que se expande de forma inimaginável há não mais que duas décadas. Que sentimento isto desperta em relação ao medo de ser chamado “judeu” na ótica de um islamismo hostil?


O que é o islamismo de salam, significado de paz perante o Egito que nos expulsou (do ponto de vista histórico?


Qual era a fronteira entre a convivência pacífica e o “pertence” a um terra de Israel que nos dias de opressão poderia representar algo libertário?


O que significava a expressão “chez nous” onde somente se sabia que éramos apenas “nous”?


  1. Era sabido na nossa família que o dever patriótico jamais estaria acima das premissas ditadas pela TORAH e que deveríamos seguir os mandamentos sagrados dentro do possível. Você vê uma incompatibilidade entre deveres religiosos e patrióticos ?

    SD: O judeu errante erá uma espécie de perseguição implacável aos que se “movimentam” e que atravessam fronteiras físicas e culturais. O nazismo trouxe à tona esta questão ou dúvida sobre até que ponto pode se entender corretamente a questão do nômade que assimila a cultura do povo “visitado”. O judeu errante teve a mesma conotação do que o judeu nômade?


BRASIL ANOS 1960, O PAÍS DO FUTURO SEGUNDO STEFAN ZWEIG


  1. O que os judeus do Egito (não egípcios) trouxeram de sua cultura e crenças no Brasil na questão patriótica em assimilação com a sociedade e cultura brasileiras?


BRASIL ANOS 2010 E O FASCISMO


  1. Como definir um bom judeu (um justo) após a criação do Estado de Israel (colonialista?) e diante de uma nova "onda antisemita" que reapareceu com força nesta segunda década do século 21?